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Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 24/05/2018

    Não chore o leite derramado, pois Deus viu antes que ia azedar

    Quando a lagarta achou que tudo tinha acabado ela virou uma linda borboleta. Foi, então, que entendeu que existem coisas em nossas vidas que jamais darão certo se outras não derem errado.

     

    Em muitas ocasiões, perdemos coisas na nossa vida e lotamos nossa consciência de culpa. Acreditamos que aquilo foi um mal causado por falta de merecimento do bem. Ou por uma conduta inadequada que tivemos. Remoemos erros e nos torturamos por não ter conseguido algo. Mas, na verdade, aquilo pelo qual choramos por acreditar que é uma perda, pode ser um livramento de Deus que tanto nos protege.

     

    Às vezes, o carro quebra no meio do caminho. Nos enchemos de raiva pelo tempo perdido porque somos incapazes de entender que mais adiante existia uma tragédia anunciada que Deus, onisciente, pôde ver antes mesmos que nós pudéssemos pensar em tal possibilidade. E aquelas horas de atraso não são nada perto da nossa saúde ou do tempo de uma vida inteira que poderíamos ter perdido.

     

    Mais do que isso, às vezes, Deus fecha nosso caminho e nos obriga a pegar um outro, talvez, mais longo em uma nova e totalmente diferente direção. Nosso peito é tomado de angústia. Fica difícil desapegar da vida que vínhamos levando, mas Deus escreve sempre certo, sejam as linhas tortas ou não. E Seu ímpeto de proteção é um escudo invisível que pode ter evitado que chegássemos à beira de um precipício. Quando temos fé, o fim de um caminho vira o começo de outro, novo, que poderá nos conduzir, de uma forma inusitada, àquilo que sonhamos.

     

    Uma pessoa pode nos entristecer deixando nossa vida. E não fazemos nem ideia que em pouco tempo ela cometeria um erro terrível, involuntariamente ou não, mas que esmagaria nosso coração e destruiria nossa vontade de viver.

     

    Sofremos a dor da ausência sem jamais ficar sabendo que outra dor muito maior foi evitada. Pode ser alguém que mais cedo ou mais tarde nos faria muito mal. Ou que nos apresentaria o caminho do fracasso, da falta de saúde ou da traição.

     

    Por isso não chore por um emprego que não é mais seu, por ter que abrir mão de algo ou alguém tão importante, ou se alguma pessoa lhe roubou aquilo que tinha de mais precioso. A vida é um livro cuja história se escreve em tempo real. E esse poder que Deus tem de mudar as coisas pode, muitas vezes, ser incompreensível aos nossos olhos e nos fazer sofrer, mas também, sem que você saiba, Ele pode estar mudando os ventos para que seu barco chegue a um paraíso que você jamais teria imaginado viver até colocar os pés lá.

     

    A vida é cheia de perigos, sim. Mas também é repleta de lindas possibilidades que estão escondidas em caminhos que não pensamos em pegar ou com pessoas que não pensamos em conhecer. Às vezes, Deus nos leva ao fundo do poço porque é só lá que nossos pés podem pegar o impulso para saltar até a liberdade, até a luz.

     

    Então, quando o leite derramar, não chore, deixe a terra o beber. Acredite que a mão de Deus o livrou de algo que podia ser venenoso à sua alma. E se abra para a vida. Milagres acontecem a todo momento. Você só precisa se conectar com o movimento e fluxo da existência se deixando ser levado como a onda leva o barco, porque, mais precisa e assertiva do que a correnteza que nos arrasta, é a conspiração do universo para que sejamos felizes.

     

    E se de repente sua vida virar do avesso, não se preocupe porque, talvez, o avesso seja seu lado certo, o qual realmente lhe fará feliz, exatamente, como Deus planejou.

     

    *Luciano Cazz

  • Quarta-Feira, 23/05/2018

    Pessoas boas perdoam mil vezes, mas, quando vão embora, nunca mais voltam

    Em um mundo cada vez mais distorcido em seus valores e princípios, torna-se mais difícil saber em quem confiar, em quem depositar esperanças, uma vez que máscaras fazem parte da vestimenta de muita gente. E acabamos, muitas vezes, dando de cara contra o muro, simplesmente por julgarmos os corações alheios de acordo com os nossos. Infelizmente, ser bom demais se tornou perigoso.

     

    Existe, no contexto de hoje, uma necessidade de se dar bem em todos os setores, mesmo que por meio de vantagens indevidas, de caminhos duvidosos, como se os fins justificassem quaisquer meios. Nessa toada, a lealdade e o comprometimento com o outro acabam por ser algo a não se prender, pois o que importa mesmo é galgar os degraus da ascensão social, ascensão no trabalho, no emprego, na vida, o que torna as relações humanas cada vez mais frágeis e vazias.

     

    Mesmo assim, muita gente ainda quer acreditar no ser humano, na amizade verdadeira, no amor, na afetividade sincera. Muita gente ainda persiste no propósito de ser feliz sem machucar ninguém, sem trair, sem maldizer, sem ferir o outro, colocando-se no lugar das pessoas com quem convive. E é assim que a gente se ferra, simplesmente porque várias pessoas acabarão confundindo nossa solicitude com servidão, abusando do que temos a oferecer.

     

    Pessoas positivas e capazes de entender o outro acabam perdoando com mais facilidade, retomando o que havia com esperança renovada e acreditando na capacidade de o ser humano se reinventar e melhorar a cada dia, aprendendo com os próprios erros. No entanto, sempre haverá quem não valoriza o perdão que recebe, como se todos fossem obrigados a perdoar e perdoar sempre que ele vacile. Muitos não refletem e jamais mudarão, afinal, para eles, é o mundo que está errado, eles não.

     

    Uma coisa é certa: não há quem abuse da bondade do outro pelo tempo que quiser, pois chega um momento em que as forças e a paciência acabam, ainda que haja amor, afetividade e carinho. Pessoas boas perdoam infinitas vezes, porém, quando desistem, acabam desistindo por completo. Então já era, não haverá mais volta, perdão ou chance alguma. Pelo menos isso.


    *Prof. Marcel Camargo

  • Terça-Feira, 22/05/2018

    A ciência confirma: cães podem sentir se uma pessoa é má ou não

    Os cães podem não parecer muito inteligentes quando começam a perseguir suas próprias caudas, mas, de muitas maneiras, são criaturas com um grande potencial mental. Em particular, eles são muito conscientes socialmente, tanto com humanos quanto com outros cães. Muitos estudos mostraram que eles podem sentir emoções humanas, como diferenciar rostos felizes e irritados e até mesmo ficar com ciúmes. No entanto, parece que eles também podem sentir se uma pessoa é ou não é confiável. E tenha certeza: uma vez que um cão percebe algo ruim no ar, ele dá sinais e você precisa estar atento(a).

     

    Você já deve ter percebido que os cães entendem o que significa que um ser humano apontando para algo, ou seja, se o proprietário de um cão aponta para a localização de uma bola, vara ou comida, o animal irá correr e explorar o lugar ao qual a pessoa aponta. Mas, o que você talvez não saiba é que as últimas pesquisas mostram que eles são rápidos em descobrir se esses gestos podem ser enganosos. Em um estudo publicado na revista Animal Cognition, uma equipe liderada por Akiko Takaoka da Universidade de Kyoto no Japão apresentou 34 cães e três rodadas de apontar.

     

    Na primeira rodada, os pesquisadores apontaram para um recipiente cheio de comida que estava escondido. Na segunda rodada, eles apontaram para um recipiente vazio, também escondido. Na terceira, apontaram novamente para aquele que estava com comida, embora os cães não tenham respondido a esta última indicação. Isso sugere, de acordo com Takaoka, que os cães poderiam usar sua experiência com o pesquisador para avaliar se eles são confiáveis. Após essas rodadas, um novo membro do estudo apontou para o mesmo lugar do terceiro experimento e os animais seguiram essa nova pessoa com interesse.

     

    Takaoka diz que ficou surpreso ao ver que os cães “desvalorizaram a confiabilidade de um ser humano” tão rapidamente. “Eles têm uma inteligência social mais sofisticada do que pensamos, que evoluiu seletivamente em sua longa história ao lado dos seres humanos“. O próximo passo, de acordo com o especialista, seria testar outras espécies estreitamente relacionadas, como os lobos. Isso revelaria os “efeitos profundos da domesticação” na inteligência social dos cães. Assim, o estudo destacou que os cães são atraídos para coisas previsíveis.


    Assim que os eventos de suas vidas se tornam irregulares, eles procurarão coisas alternativas para fazer. E se, de forma constante, eles não sabem o que vai acontecer, eles podem ficar estressados, agressivos ou temerosos. “Cães cujos proprietários são inconsistentes com eles geralmente têm transtornos comportamentais”. Esta última parte do experimento pode ser explicada pelo fascínio dos cães com algo novo: “Os cães são quase um banco de dados de gestos”, disse Bradshaw da Universidade de Bristol, “é por isso que o segundo pesquisador foi mais confiável porque o primeiro os decepcionou e eles lembraram”.

     

    Essa descoberta não é surpresa para uma mulher chamada Victoria Standen. Ela possui um collie, considerada uma das raças mais inteligentes. Quando você faz uma caminhada, o collie sempre fica em uma interseção e espera para ver qual caminho você vai levar. “Muitas vezes eu o ensinei o caminho de volta para casa e ele, quando começava a caminhar por um local diferente do ensinado, olhava para mim como se perguntasse se aquele era realmente o trajeto certo”, disse Standen. Além disso, se um estranho provou ser pouco confiável (ou uma fonte de alimento), seu cachorro provavelmente se desconfiar dele. “Ficou bem claro que os cães são mais espertos do que se acreditava anteriormente”, confirmou.

     

    Os cães são muito sensíveis ao comportamento humano, mas têm menos preconceitos. Eles vivem no presente, não refletem sobre o passado de forma abstrata, nem planejam o futuro. E quando eles encontrarem uma situação, eles reagirão de acordo com a situação em vez de pensar profundamente sobre o que isso implica. “Então, é claro que os cães não ouvem atentamente quando fazemos um gesto como o do estudo mostrado, mas eles avaliam a informação que lhes damos com base na ajuda que eles conseguem alcançar seus objetivos”, disse Brian Hare, pesquisador envolvido no teste.

     

    “Por exemplo, muitos cachorros de família podem ignorar os gestos que seus donos fazem quando eles apontam incorretamente e usam a memória para cheirar e encontrar o que estava escondido”, acrescentou. Em conclusão, se seu cão é geralmente amigável e, com uma determinada pessoa, se comporta diferente, é bom prestar atenção ao que ele está tentando dizer. Eles, na maioria das vezes, têm certeza se aquela pessoa é ou não confiável. Observe os sinais!


    *Revista Pazes

  • Segunda-Feira, 21/05/2018

    Dar sem esperar receber nada em troca é a única e verdadeira definição de generosidade

    Devemos fazer pelo próximo, simplesmente pelo bem que isso causa.

     

    Vejo muitos se deslumbrando com dinheiro, status, títulos acadêmicos, com número de seguidores ou curtidas, mas se esquecem de valorizar o que é primordial ao homem; a gentileza, a humildade, a integridade e generosidade.

     

    De nada adianta ser rico, se o espírito for pobre. Dinheiro compra quase tudo. E entre esse quase e o tudo, existe um espaço, onde mora a verdadeira felicidade, o amor, e o respeito.

     

    Um homem generoso sempre prosperará. Porque aquele que matar a sede dos outros, sempre terá alguém para matar a sua própria sede.

     

    Um coração que distribui amor sem moderação, bate mais forte, e vive mais feliz.

     

    Um ato de gentileza pode tocar em feridas que apenas a compaixão pode curar.

     

    E o mais importante, é nunca se arrepender de ser ou ter sido uma pessoa boa. Independente de como os outros retribuirão. Porque o seu comportamento diz tudo sobre você. E o comportamento dos outros, bom, não cabe a nós julgar.

     

    A gentileza, e generosidade são gratuitas, e não devem nunca ser jogadas na cara de quem as recebeu, porque a vida é um eco.

     

    Recebemos o que damos, os sentimentos que enviamos aos outros, retornam em dobro para e nós, e vice versa.

     

    Se existe uma maneira de retribuirmos o bem que a vida (ou alguém) nos faz, é através da gratidão, e da propagação de mais coisas boas.

     

    Quando concentramos nosso foco no bem, o bem fica ainda melhor.

     

    Uma vela nada perde ao acender outra vela, muito pelo contrário, ela coopera para que a escuridão seja cada vez mais tomada pela luz.

     

    Quanto mais levantamos os outros, mais alto subimos.

     

    Para resumir, não se trata do quanto damos ou fazemos pelos outros, mas sim do amor que colocamos em cada ato de gentileza e generosidade que nasce no coração e se transforma em realidade.

     

    *Wandy Luz

  • Sexta-Feira, 18/05/2018

    Às vezes temos que nos fingir de bobos para ver até onde chega a falsidade alheia

    Muitas vezes, teremos que nos fingir de bobos mesmo, como se nada percebêssemos, como se não soubéssemos das más intenções da falsidade que se aproxima. Iniciar embates com quem mente o tempo todo é inútil.

     

    Certas pessoas subestimam a nossa inteligência, agindo como se não fôssemos capazes de perceber o quanto estão sendo maldosas, o quanto são fingidas, o quanto não são nossas amigas de fato. Teremos que conviver com quem não gostaríamos, em algumas situações que nos forçarão a isso, porém, caberá a nós não sermos sugados para dentro de suas tempestades.

     

    Em todos os setores da vida, existirão indivíduos que não gostam de ninguém, tampouco de si mesmos, que vivem insatisfeitos com tudo, de olho nas vidas alheias, para envenenar tudo o que tocarem com sua maledicência, com a maldade que domina seus corações. Eles são infelizes e pretendem disseminar sua infelicidade, pois não suportam ver ninguém alegre – a luz lhes ofusca os olhos.

     

    Infelizmente, a vida real é recheada de vilões, tais como aqueles das novelas, filmes e livros, e nos depararemos com eles, uma hora ou outra. Teremos que nos manter equilibrados e fortes, pois a miséria emocional costuma contagiar ambientes e pessoas, ou seja, quanto mais seguros estivermos quanto a tudo o que nos faz felizes e ao que somos de fato, nada nos distanciará de nossa essência.

     

    Muitas vezes, teremos que nos fingir de bobos mesmo, como se nada percebêssemos, como se não soubéssemos das más intenções da falsidade que se aproxima. Precisaremos ouvir as fofocas, assistir às dissimulações, fingindo acreditarmos nas fantasias maldosas do colega. Iniciar embates com quem mente o tempo todo é inútil, pois ele está acostumado a sustentar inverdades e não largará mão disso. Provavelmente, nós é que esgotaremos nossas forças inutilmente.

     

    O melhor que temos a fazer, nesses casos, é manter o nosso equilíbrio, exercitando a calma e a paciência, observando, como meros espectadores, ao desenrolar dos fatos. Mais cedo ou mais tarde, sem dúvidas, tudo se esclarece, pois, a verdade vem à tona, sempre, ninguém foge às consequências do que se faz, do que se é. E então a pessoa sucumbirá ao peso de toda maldade que plantou em seus jardins.

     

    Às vezes, até seremos nós que desmascaremos quem finge e dissimula, sim, pois poderemos estar sendo alvo direto dessa maldade. Mesmo assim, a paciência é que determinará o momento certo de agir. O exercício da tolerância, da calma e da paciência, como se vê, será essencial para que sobrevivamos com saúde a tudo de desagradável que encontraremos pela frente.

     

    Assim é que poderemos sempre, ao final do dia, voltar e nos fortalecer junto a quem nos ama de verdade, sem fingimento. É isso que faz a vida valer a pena.


    *Prof. Marcel Camargo

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