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Ieda Almeida

  • Segunda-Feira, 22/10/2018

    A falta de amor é a maior de todas as pobrezas

    Madre Tereza de Calcutá, dotada de refinado senso de humildade e compaixão, acertou ao dizer que não há pobreza maior do que a falta de amor. De fato, grande parte de nossas decepções e desenganos está relacionada diretamente à pouca quantidade de amor que tem sido oferecida, pela maioria das pessoas.

     

    Temos feito uma relação direta e muito equivocada de que a vida agitada justifica essa escassez de amor. Pode-se até dizer que a pressa favorece a desatenção, a falta de cuidado e de cultivo do amor, e isto sim seria justo dizer. Porém, não há justificativas que bastem para o desamor, visto que o amor deveria ser objetivo de vida.

     

    Também atribuída à Madre Tereza de Calcutá, existe uma história que pode ser intitulada como A lamparina. Conta esse relato que Madre Tereza visitou um senhor de bastante idade, que vivia isolado e em quadro de extrema pobreza. Ao se oferecer para ajudá-lo na arrumação da pequena casa, e depois de ter seu pedido rejeitado, ela insistiu e recebeu permissão. Entre os objetos empoeirados ela encontrou uma lamparina suja e enferrujada. Parecia ter transcorrido muito tempo desde a última vez em que havia sido usada.

     

    Ao questionar o homem sobre os motivos para tal, ele disse que não tinha hábito de acendê-la porque não recebia visitas e, portanto, não precisava de luz em sua casa. A madre insistiu, limpou a lamparina e a deixou acesa. Bastante tempo se passou, a ponto de o ocorrido ser quase esquecido, até que Madre Tereza recebeu um recado vindo daquele senhor. As palavras exatas afirmavam: “Contem à minha amiga, que a luz que ela acendeu em minha vida continua brilhando”.

     

    Não que o feito dessa história seja grande em si, o amor dispensado é que foi. E não se pode deixar de notar o poder transformador que ele representou. Nesse sentido, grande é a mudança que um gesto feito em nome do amor pode representar na vida de uma pessoa, sobretudo para aquela que, por motivos diversos, tenha perdido a alegria e o ânimo de viver.

     

    Não foi à toa que se classificou o amor como o mais nobre de todos os sentimentos. Foi justamente pelo poder de transformar escuridão em luz e isso se aplica muito mais no sentido figurado que na combustão do querosene de uma lamparina.

     

    O amor pode ser transmitido e traduzido em gestos simples, em coisas do dia a dia, em outros sentimentos. Amor é carinho, é cuidado, compreensão, respeito ao pensamento diferente. Amor é espera, atenção, paciência. É abraço, ajuda, apoio e uma certa quantidade de dedicação. São coisas somadas, sentimentos espalhados e quando tudo isso se une surge um maravilhoso poder de transformação.

     

    É realmente uma pobreza não saber oferecer amor, porque poder todo mundo pode, basta querer. Infelizmente não foi por equívoco que cantaram a afirmação de que “tem gente que não sabe amar.” É uma pena, mas realmente tem gente que é pobre nisso; que sofre de extrema pobreza de amor, a ponto de não ter nem para si.

     

    Precisamos mesmo é nos livrarmos dessa pobre massacrante. De tudo o que se busca na vida, o principal deve ser o amor. Dar e receber. Ter e repartir, porque amor é sempre luz, nunca escuridão. O mundo seria outro, e todos nós seríamos lamparinas, se aprendêssemos a pensar assim.


    *Alessandra Piassarollo

  • Sexta-Feira, 19/10/2018

    Como ser sábio

    Aquele que conhece os outros é sábio.
    Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
    Aquele que vence os outros é forte.
    Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
    Aquele que conhece a alegria é rico.
    Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

     

    Seja humilde e permanecerás íntegro.
    Curva-te, e permanecerás ereto.
    Esvazia-te, e permanecerás repleto.
    Gasta-te, e permanecerás novo.

     

    O sábio não se exibe, e por isso brilha.
    O sábio ouve muito, mas fala pouco.
    E quando fala, edifica as pessoas.
    O sábio não se faz notar, e por isso é notado.
    O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
    E, porque não está competindo, ninguém no mundo pode competir com ele.

     

    *rivalcir.com.br

  • Quinta-Feira, 18/10/2018

    Dia do Médico

    Hoje, é dia do médico, um profissional especial, preparado para trazer vidas à luz e cuidar delas, para que tenham uma existência sadia.

     

    Um ser abençoado, de grande conhecimento e capacidade.

     

    Pessoa importante, que merece homenagens não só no seu dia, mas em todos os dias do ano.

     

    Com carinho, atenção e amizade, faz dos seus pacientes indivíduos felizes.

     

    Que os raios da luz divina iluminem todos os médicos do mundo inteiro.

     

    Tenha certeza de que a natureza se alegra de você pelo amor que doa, o sorriso e o olhar fraterno que salva vidas.

     

    Parabéns!

  • Quarta-Feira, 17/10/2018

    Não se sinta mal por ser verdadeiro

    Não se sinta mal por dizer o que pensa, por mostrar-se insatisfeito, decepcionado, por ser quem você de fato é, por falar não. Não se sinta mal por ter que se ausentar, por ter que se afastar, por ter que partir para outra, por se resguardar de tudo o que machuca e fere.


    Uma das regras básicas da convivência é a tolerância e o respeito para com o outro, o entendimento de que nem todos pensarão como nós ou concordarão com tudo o que dissermos ou fizermos. Evitar discussões e conflitos nos ajuda a manter o equilíbrio necessário para vivermos em paz, porém, isso não significa, de forma alguma, que deveremos sempre nos calar e guardar aquilo que pensamos, ou adoeceremos em pouco tempo.

     

    De certa forma, os conflitos são necessários em todo tipo de relacionamento, uma vez que eles aparam as arestas espinhosas, tornando o convívio mais transparente e certeiro. Tudo aquilo que engolirmos com contrariedade, externando um sentimento que não corresponde ao que de fato pensamos, ficará acumulado aqui dentro, fazendo mal, incomodando.

     

    Com isso, uma hora ou outra isso tudo terá que sair e da pior forma possível. Uma das maneiras de evitarmos esses estouros que acabam nos levando a falar mais do que deveríamos, a atingir quem não merecia, a tomarmos atitudes inadequadas, em lugares impróprios, é manter a firmeza durante todos os dias, agindo de maneira mais fidedigna possível ao que temos dentro de nós. Nem sempre será possível, nem sempre conseguiremos, mas é preciso tentar.

     

    Não se sinta mal por dizer o que pensa, por mostrar-se insatisfeito, decepcionado, por falar o que lhe desagrada e precisa ser mudado. Não se sinta mal por amar com intensidade, por ser quem você de fato é, por mostrar contrariedade, por falar não. Não se sinta mal por ter que se ausentar, por ter que se afastar, por ter que partir para outra. Não se sinta mal por se resguardar de tudo o que machuca e fere.

     

    O mundo está demasiadamente atrelado às aparências e à futilidade nas posses e nos interesses que balizam as relações entre as pessoas, ou seja, o diferencial humano, que nos resguardará do esvaziamento de nossa essência, sempre será a verdade que carregamos, a transparência de nossas ações. Jamais perderemos sendo verdadeiros, pois é assim que manteremos junto quem nos ama sem frescura, sem senão.


    *Prof. Marcel Camargo

  • Terça-Feira, 16/10/2018

    O tempo é igual para todos, as prioridades é que mudam

    Escolhemos, inclusive, não escolher. Com as pessoas também é assim; elas escolhem o que retribuir e, consequentemente, o que ignorar. O que manter. O que deixar. Em algum momento, percebemos que embora a correria diária exija de nós certas habilidades, inclusive a de desempenhar várias tarefas em curtos períodos, ainda é possível chegar em casa a tempo e cumprir o ritual que serve como um alento para nossa alma.

     

    Tomar um banho relaxante, apreciar um jantar saboroso, assistir a um filme, dar uma olhada nas últimas notícias e responder as mensagens que ficaram pendentes. É assim que costuma ser.

     

    Por mais que o tempo seja escasso e nos roube o humor em certas ocasiões, nada nos impede de dar atenção às pessoas que nos cercam e têm relevância em nossa vida. Fazemos isso o tempo todo, seja numa ligação longa, quando há uma brecha disponível ou só para dizer um olá, no intervalo da realização de um trabalho cotidiano. Quem está do outro lado, agradece o gesto de consideração e afeto, sabe que o cuidado importa. Aquele que costuma dar mil desculpas para não responder uma mensagem e nem se preocupa em explicar nada, não quer ser incomodado.

     

    Portanto, a ausência nesse caso, não é falta de tempo, é desinteresse. Essa pessoa, simplesmente, não quer falar com você. Prioridades são escolhas, o tempo inteiro somos levados a fazê-las. Todos os dias escolhemos rotas, atalhos, isso e aquilo etc.

     

    Escolhemos, inclusive, não escolher. Com as pessoas também é assim; elas escolhem o que retribuir e, consequentemente, o que ignorar. O que manter. O que deixar.

     

    Se alguém silencia diante das suas aproximações, não insista. É preciso compreender e respeitar o espaço alheio.

     

    Mesmo que você o considere amigo de longa data, talvez as coisas tenham mudado na visão dele e isso não deve ser encarado como um desastre. Entenda os sinais! Quem faz questão da sua presença vai sempre dar um jeito de esticar o tempo, de prolongar a visita. Afinal, o tempo é igual para todos, as prioridades é que mudam.

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