Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 22/02/2018

    Nem tudo saiu como eu esperava

    Se tudo tivesse saído como planejado, eu com certeza não estaria aqui hoje. Eu estaria vivendo uma vida tranquila.

     

    Se tudo tivesse saído como planejado, eu não teria tanto trabalho nem tantas preocupações e teria mais certezas com relação ao futuro. Se tudo fosse como eu queria, metade das experiências que eu vivi não teriam feito parte da minha vida. Para falar a verdade, muito pouco aconteceu como eu planejei.


    Então, se tudo saísse de acordo com o plano… Eu não seria quem eu sou hoje. Algumas vezes sofri, pois passei por situações desafiadoras que eu não escolhi para mim. Se coubesse a mim escolher tudo, eu optaria pelo conforto.

     

    Pensando bem, se eu pudesse escolher, jamais teria aprendido tanto quanto aprendi. Jamais teria me forçado a me reinventar e perderia a oportunidade de descobrir o quanto eu sou capaz.

     

    Se tudo saísse como planejado, eu não descobriria que sou tão forte, pois a vida teria sido apenas arco íris.

     

    Não saberia que posso ser extremamente otimista, mesmo quando nada parece dar certo. Eu não saberia que o meu caminho é tão especial. Pois eu teria optado pela tranquilidade das certezas. Pensando bem…

     

    Ainda bem que nem tudo saiu como eu esperava! Muitas vezes o grande problema é quegostaríamos de não ter problemas. Quando, na verdade, é a partir dessas situações que realmente temos a chance de crescer.

     

    Ninguém quer passar por dificuldades. Mas quando elas se apresentarem, não fique ressentido! São elas que nos ensinam, nos fortificam e nos impulsionam a nos reinventar.

     

    Por Gabriela Mondelo

  • Quarta-Feira, 21/02/2018

    Perceba mais...

    Perceba que mais um dia começou e, que bom, ele é todo seu. Perceba que você tem o tempo em suas mãos e, mesmo quando atolado em problemas, a vida espera que você tome as decisões para seguir em frente.

     

    Perceba que se você ficar deitado, com medo da vida, com medo até do ar que respira, tudo ao seu redor vai parar. Perceba que você é o capitão de um navio cuja rota e destino dependem de suas atitudes.

     

    Perceba que culpar a situação, a crise e as pessoas é a nossa primeira reação de defesa quando sentimos que perdemos o comando do nosso navio, e que para retomar o timão é preciso coragem para assumir as próprias fraquezas, é preciso determinação para seguir na direção certa, determinada por você.

     

    Perceba que a vida o presenteou com inúmeros recursos, como a inteligência e a capacidade de comunicação. Se você usufrui destes recursos, já tem tudo isso e ainda sabe que é um ser privilegiado, então não falta nada, só falta rumo e determinação.

     

    Perceba que todas as pessoas possuem qualidades e defeitos. Sem respeitar o ser humano que luta ao seu lado por dias melhores, o seu navio encalha e atrapalha os outros que estão chegando.

     

    Perceba que a felicidade talvez já não seja mais um porto distante, mas um ponto no horizonte.

  • Terça-Feira, 20/02/2018

    A mudança que queremos talvez esteja na atitude que não tomamos

    Queremos um emprego melhor, mas não enviamos currículos. Desejamos um relacionamento mais saudável, mas aceitamos as migalhas diárias do parceiro. Lamentamos a viagem não feita, mas não ousamos sair do lugar. Queremos o novo, mas temos medo de nos desgarrarmos do que é velho e cheira a mofo.

     

    É muito ruim nos sentirmos infelizes, incompletos, vivendo como se faltasse algo, como se não tivéssemos conseguido alcançar nada do que sabemos ser capazes. Essa sensação de descompasso entre o que queremos e o que realmente temos acaba nos impedindo de poder ser feliz aqui e agora. Jamais estaremos completos e teremos tudo o que queríamos, mas isso não pode ser tido como obstáculo para mantermos os sonhos acesos.

     

    Muitos de nós parecemos viver um eterno descontentamento em relação a nossas próprias vidas e a tudo o que faz parte dela, bem como em relação ao que está ao nosso redor. É como se estivéssemos enjoados da rotina, das pessoas, do trabalho, da mesma cor de cabelo, das mesmas comidas, enfim, entediados, sem nada que nos encante. Acordamos no mesmo horário, prontos para a velha rotina de sempre. E isso cansa.

     

    A rotina é importante, pois nos força a manter certa disciplina em nossas vidas, motivando-nos a não ficar parados, preenchendo espaços de nossos dias, de forma a não nos tornarmos ociosos. No entanto, há que se balancear essa rotina com alguns momentos inusitados, diferentes, surpreendentes, ou nos robotizamos além da conta, perdendo, a pouco e pouco, nossa essência humana e afetiva.

     

    Fato é que perdemos tempo tentando mudar as pessoas, o mundo, em vão, e então percebemos que a mudança que tanto queremos está dentro de nós. Assim, quando mudamos a nós mesmos, tudo se torna melhor, pois o que tanto nos incomoda pode ser algo em nós mesmos. Sermos a mudança que queremos lá fora pode bem ser o começo de tudo.

     

    Da mesma forma, quantos de nós ansiamos por que as coisas mudem, mas não tomamos a atitude necessária para que isso aconteça? Queremos um emprego melhor, mas não enviamos currículos. Desejamos um relacionamento mais saudável, mas aceitamos as migalhas diárias do parceiro. Lamentamos a viagem não feita, mas não ousamos sair do lugar. Queremos o novo, mas temos medo de nos desgarrarmos do que é velho e cheira a mofo.

     

    Nada vem fácil, nada. Tudo o que quisermos alcançar requer disposição, luta e coragem. Caso não estejamos dispostos a ultrapassar a linha de nossa zona de conforto, tudo permanecerá na mesma. E, então, só teremos mesmo que nos lamentar sem sair do lugar.

     

    Por Prof. Marcel Camargo

  • Segunda-Feira, 19/02/2018

    Não se culpe por se afastar de algumas pessoas e fechar algumas portas

    A vida precisa de faxina. De reciclagem. De ressignificação.

     

    De tempos em tempos, precisa que a gente mude os móveis de lugar, troque o tapete, pinte a parede de uma cor diferente. Depois de algum tempo, precisa que a gente rasgue alguns papéis, libere espaço nas gavetas, ventile o ambiente, se desapegue daquilo que deixou de ter significado.


    Eu costumava me sentir culpada de jogar a maioria dos cadernos antigos do meu filho fora. Porém, no ano seguinte, outra pilha de cadernos se somava à anterior, e eu acabava descartando aqueles que havia guardado. Hoje, conservo apenas um de cada ano, e pode ser que lá na frente eu descubra que não faz mais sentido guarda-los também. Porém, no momento ainda é importante para mim. No momento ainda faz sentido manter aqueles cadernos encapados com adesivos do Minecraft que mostram a evolução da letrinha cursiva e me lembram a fugacidade da infância.

     

    Leva tempo até que a gente se sinta pronto para se desapegar de histórias, objetos, hábitos e pessoas que se quebraram. Como um vaso quebrado, insistimos em colar os cacos, imaginando que podemos manter a peça intacta, como era anteriormente. Nos apegamos aos fragmentos e esquecemos que coisas boas acontecem para quem libera espaços, para quem redimensiona o passado e dá uma chance ao futuro.

     

    Não se trata de vingança. Mas às vezes você tem que parar de direcionar o seu afeto e a sua atenção para quem não é recíproco com você. Deixar de mandar mensagens para quem só aparece quando tem interesse, parar de insistir num encontro para um café com quem sempre arruma uma desculpa, manter distância de quem tenta te diminuir, deixar de ter expectativas após longos silêncios e prolongadas ausências, aprender a se proteger e se valorizar, entendendo que nem sempre gostar muito de alguém é pré-requisito para essa pessoa também gostar muito de você.

     

    Nem sempre ter afeição por alguém é o suficiente para essa relação funcionar. De vez em quando você tem que ter feeling, sensibilidade e diplomacia para se resguardar e se afastar. Fomos educados a agir com tolerância e perdão, mas isso não significa autorizar que algumas pessoas nos subtraiam, ou que nossas vidas fiquem suspensas à espera de um gesto de reciprocidade que nunca ocorrerá. De vez em quando você tem que acordar e perceber que esteve remando o barco sozinho, e que já é hora de parar.

     

    A vida precisa de faxina. E isso inclui fechar algumas portas e dar fim a algumas histórias. Nem tudo cabe em nossa nova etapa de vida, e temos que ser corajosos para abrir mão daquilo que um dia teve significado e hoje não tem mais. Nem sempre é fácil encerrar um capítulo. Porém, às vezes o capítulo já se encerrou faz tempo, só a gente não percebeu.

     

    Por fim, não se esqueça do ditado que diz: “Não guarde lugar para quem não tem intenção de sentar ao seu lado”. Algumas pessoas não valem nosso esforço. Não valem nosso empenho nem intenção de proximidade. Elas simplesmente não fazem questão. E insistir em manter um laço sem reciprocidade só irá nos desgastar, cansar, decepcionar. Quanto antes você entender isso, mais cedo aprenderá a valorizar quem está ao seu lado, seus afetos verdadeiros, sua história bem contada. E enfim adquirirá uma espécie de amor próprio que não lhe permitirá mais remendar porcelanas quebradas. Entenderá de finais e recomeços, e aprenderá a não sentir um pingo de culpa por se amar em primeiro lugar.

     

    Por Fabíola Simões

  • Sexta-Feira, 16/02/2018

    O outono

    O outono se faz presente entre nós.
    A brisa de outono acaricia-nos com o rolar das folhas amarelecidas pelo caminho.
    Caem com a permissão do Pai, mas movidas pela ordem e disciplina do tempo, organizando a natureza.

     

    Assim é a vida em seus ciclos naturais.
    É tempo de recolher-se, de interiorizar-se.
    A estação gesta de luz seus frutos, amadurecendo os frutos de outono.

     

    Os ciclos naturais da vida aqui na terra, cobrem-se da Luz do Pai, que nutre, orienta e que por si só contém a beleza própria de cada idade.
    Colhemos os frutos no outono do viver . . .

     

    Cabe a cada um a preocupação com as boas sementes.
    Que o plantio seja abundante, repleto de bondade, paz, amor, para que a colheita, que é obrigatória, seja farta, plena, repleta das bem-aventuranças e felicidade, que preenchem e inundem o coração, tanto no ato de semear com amor, como no ato do colher.

     

    Cada ciclo é importante.
    Não sejamos pródigos com o tempo.
    Não deixemos passar as estações aleatoriamente, ociosamente . . .
    A qualidade do fruto é importante para a colheita.

     

    Quando o Pai, na sua infinita bondade, colocou as sementes em nosso coração depositou-as para que nós as fertilizássemos e as frutificássemos, aliadas à Luz e ao solo fértil.

     

    Raramente dá frutos amargos uma plantação doce.
    Plante sementes de otimismo, de bondade, de alegria, de Paz e de serenidade nos corações humanos.

     

    Por onde passar, plante.
    O terreno é fértil em cada coração.
    Cada coração espera.
    Renove as sementes.

     

    Plante Amor . . .
    Deixe seu rastro de amor e de luz por onde passar.
    Nesta época de outono, do ciclo natural das estações do planeta, as pessoas estão carentes de um gesto de carinho, de um sorriso, de palavras doces, de compreensão.

     

    Ajude a todos na semeadura, com seu exemplo fraterno.
    Ao Pai cabe a seleção e o julgamento das boas sementes . . .
    Somos hoje, nesta estação da eternidade, o produto das semeaduras passadas.

     

    É hora de Plantar . . .
    Aproveite!

     

    Que seus frutos sejam saborosos, doces, suaves, para que todos possam se beneficiar, para que não os saboreie sozinho.

     

    A Seara do Pai é de uma vastidão incomensurável, à espera de mãos fortes e corações nobres.

     

    A Alegria é o bálsamo do coração, fruto da alma, do espírito . . .

Pesquisar artigos anteriores

As leis precisam ser mais rigorosas para acabar com acidentes trágicos, muitas vezes provocados por motoristas bêbados?

Copyright © 2018 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas